Michael Giordano, de 34 anos, faz cosplay do conhecido vilão Coringa e participa de eventos da cultura Geek há cerca de 12 anos. Porém, no último final de semana ele acabou tendo a sua pior experiência em eventos de toda a vida...


Após duas horas dentro do evento, o cosplayer decidiu ir retocar a maquiagem do vilão em seu carro. Como seu ingresso era baseado em um QR Code, ele se certificou com funcionários do local de que poderia retornar a feira sem problemas.

Porém, no retorno foi bem diferente... O cosplayer passou pela revista no Portão C, porém seu QR Code não permitiu o acesso ao evento, pois já havia sido utilizado. Na tentativa de ajudá-lo, uma funcionária acabou chamando um dos organizadores para relatar o ocorrido.




Durante a confusão, dois homens sem identificação e sem uniforme de seguranças se aproximaram e falaram que Pinheiros não iria mais entrar na feira. Logo em seguida, segundo ele, lhe deram um mata leão e o arrastaram até uma sala, usada como vestiário pelos agentes.

Segundo a vítima da agressão, o corredor que levava ao vestiário tinha cerca de seis metros e parecia um "corredor polonês", pois em todo o percurso ele foi agredido. Já dentro da sala, o cosplayer afirma ter sido torturado por cerca de 40 minutos.


Eles usaram vários métodos de tortura, segundo a vítima: deram socos e chutes, apagaram cigarros em sua pele, jogaram bebida e o ameaçaram de estupro. As agressões somente acabaram pois um novo segurança acabou aparecendo no local.

A vítima contou que teve uma perfuração no pulmão, uma costela quebrada e nove trincadas. Além disso, foi liberado e escoltado até seu carro pelos seguranças apenas quando conseguiu ficar em pé novamente.


A vítima chegou a ficar internada no hospital de domingo (dia da agressão) até terça-feira. O boletim de ocorrência de lesão corporal e roubo de equipamentos de cosplay foi registrado no 74º dp, nesta quarta-feira.

Procurada, a Brasil Game Show ainda não se pronunciou.